quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Boas Festas!

Árvore de Natal do Porto-a maior da Europa

Desejo

Victor Hugo

Desejo, primeiro, que você ame,e que, amando, também seja amado.E que se não for, seja breve em esquecere esquecendo não guarde mágoa.Desejo, pois, que não seja assim,mas se for, saiba ser sem desesperar.Desejo também que você tenha amigosque, mesmo maus e inconsequentes,sejam corajosos e fiéis,e que pelo menos em um delesvocê possa confiar sem duvidar.E porque a vida é assim,desejo ainda que você tenha inimigos,nem muitos, nem poucos,mas na medida exata para que, algumas vezes,você se interpele a respeitode suas próprias certezas.E que, entre eles, haja pelo menos um que seja justo,para que você não se sinta demasiado seguro.Desejo, depois, que você seja útil,mas não insubstituível.E que nos maus momentos,quando não restar mais nada,essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.Desejo ainda que você seja tolerante,não com os que erram pouco, porque isso é fácil,mas com os que erram muito e irremediavelmente,e que fazendo bom uso dessa tolerância,você sirva de exemplo aos outros.Desejo que você, sendo jovem,não amadureça depressa demais,e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer,e que, sendo velho, não se dedique ao desespero.Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor eé preciso deixar que eles escorram por entre nós.Desejo por sinal que você seja triste.não o ano todo, mas apenas um dia.Mas que nesse dia descubraque o riso diário é bom,o riso habitual é insossoe o riso constante é insano.Desejo que você descubra,com a máxima urgëncia,acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos,injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.Desejo ainda que você afague um gato,alimente um cuco e ouça o joão-de-barroerguer triunfante o seu canto matinal,porque, assim, você se sentirá bem por nada.Desejo também que você plante uma semente,por mais minúscula que seja,e acompenhe o seu crescimento,para que você saiba de quantasmuitas vidas é feita uma árvore.Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,porque é preciso ser prático.E que pelo menos uma vez por anocoloque um pouco delena sua frente e diga "isso é meu",só para que fique bem claro quem é o dono de quem.Desejo também que nenhum de seus afetos morra,por ele e por você,mas que se morrer, você possa chorarsem se lamentar, sofrer e sem se culpar.Desejo por fim que você, sendo um homem,tenha uma boa mulher,e que, sendo uma mulher,tenha um bom homeme que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte,e quando estiverem exaustos e sorridentes,ainda haja amor para recomeçar.E se tudo isso acontecer,não tenho mais a te desejar.

Boas Festas á todos!

Alessadra

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Viseu




Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na região Centro e subregião de Dão-Lafões, com 53.000 habitantes (68.000 no perímetro urbano).
É sede de um
município com 507,10 km² de área, com 34 freguesias e 98 167 habitantes segundo os últimos dados do INE de 2006. O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul.
Segundo um estudo da
DECO de 2007, Viseu é a melhor cidade, entre as 76 do estudo, para se viver em Portugal[2].
As origens de Viseu remontam à
época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato [3].




Estátua de Viriato


Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana na península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI. No século VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. De destacar a morte de D. Afonso V de Leão rei de Leão no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriuda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno, rei de Leão e Castela depois de assassinar em 1937 o legítimo Rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).
Mesmo antes da formação do
Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.
Já no
século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado defensivo[4] — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriam concluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer para além do perímetro da estrutura defensiva.
No
século XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome.
No
século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor português cuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da .
No
século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.


Painel de azulejo.