quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cerejas....




Estamos na época das cerejas. . . fruta imortalizada em pinturas, que emerge num grande matiz de vermelho e de sabor inigualável.
As cerejas são frutos pequenos e arredondados que podem apresentar várias cores, sendo o vermelho a mais comum entre as variedades comestíveis. A cereja-doce, de polpa macia e suculenta, é servida ao natural, como sobremesa. A cereja-ácida ou ginja, de polpa bem mais firme, é usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas, como o Kirsch, o Cherry e o Marasquino. As cerejas contém proteínas, cálcio, ferro e vitaminas A, B, e C. Quando consumida ao natural, tem propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas. Como a cereja é muito rica em tanino, consumida em excesso pode provocar problemas estomacais.
Em Portugal Continental, a cultura da cerejeira ocupava em 1979 uma área de 2 903 hectares.
Uma década depois, em 1989, atingia os 3 000 hectares, correspondendo a um acréscimo de apenas 3%.
Entre 1989 e 1999 verificou-se uma grande expansão da cultura, quer em termos de área e volume de produção, quer na tecnologia de produção (condução dos pomares, introdução de novas variedades, acondicionamento dos frutos etc.). Nesta década, a área de cerejeiras em produção quase que duplicou, passando de 3 000 para 5 635 hectares, o que correspondeu a um aumento médio de 264 hectares/ano. A dimensão média das explorações com cerejeiras, de acordo com o Recenseamento Geral Agrícola de 1999, era de 0,7 hectares,correspondendo a um total de 7 867 explorações.
Entre 1999 e 2004, a área de pomares de cerejeiras no Continente aumentou a um ritmo mais modesto, em média 116 hectares/ano, o que correspondeu a um aumento absoluto de 580 hectares.
Em 2005 a área de cerejeiras no Continente totalizava 6 255 hectares, com uma produção de 16.901 toneladas e uma produtividade média de 2,7 t/ha.
A região da Beira Interior destaca-se como líder na produção nacional de cereja, com uma representatividade superior a 50%. Seguem-se-lhe as regiões de Trás-os-Montes e Entre Douro e Minho, com pesos de respectivamente 25% e 18% na produção total do Continente.
No Japão as cerejeiras tem um significado sagrado, ligado aos samurais e a uma lenda sobre uma princesa que caiu do céu sobre uma cerejeira.
Acreditando ou não nas lendas, aproveite o fruto, pois é único!

sábado, 12 de junho de 2010

Matança tradicional do porco.



Desde que a ASAE, vigilância sanitária daqui, impôs duras regras e algumas proibições (necessárias) diminuiu muito esta prática, mas em muitas aldeias portuguesas, ainda, se mantem a tradicional matança do porco, que ocorre nos meses frios e é um convivio das pessoas da aldeia.
O dia começa a acender o fogo, no fogão a lenha, panelas de água ao lume, alguidares sobre a mesa, maçarico, facas, gancho, corda, toalhas e o carrinho para pousar o porco. Os homens começam a chegar, entram pra cozinha, tomam o cafezinho e aguardam, todos presentes vão, então, "agarrar o porco" que grunhe alto, é uma cena engraçada, aqueles homens cercando o porco, um toca, outro pára, vem o que amarra e em pouco tempo o porco está morto. Começam então a sangria, o sangue é recolhido num alguidar com pão e vinagre (que impedem que o sangue talhe), mais tarde vai virar morcelas, depois com o maçarico queimam o pêlo e com as facas "rapam" a pele, abre-se o bicho e tiram-se os miúdos e as tripas, estas últimas serão lavadas no rio e preparadas para fazer as chouriças, isso feito, é hora de lavar o porco e pendurar com um gancho em um lugar alto, fica ali a "descansar"até o outro dia, quando será "desfeito" ou cortado em pedaços. Porco morto, começa a "comilança", os homens voltam a cozinha e se refastelam com uma mesa farta e muito vinho.
A matança do porco tem um caracter social e económico na comunidades portuguesa aldeãs, no passado já foi sinal de "riqueza", pois o que não tinha um porco para matar era visto como pobre, hoje é um meio de subsistência, é com essa matança que se faz os enchido que duram o ano todo e se provem a carne para alimentação das famílias.








quinta-feira, 13 de maio de 2010

Afinidades apesar das disparidades.

Aos que acompanham este blog,volto a pedir minhas desculpas por o ter tão desatualizado, mas estou na época de defesa da minha tese de mestrado e não tenho conseguido dedicar-me como gostaria. Recebi porém uma grata ajuda de um Português, que se entendi bem, vive no Brasil e tem um blog sobre o Roberto Carlos. Apostagem de hoje é do Armindo Guimarães. Espero que gostem. (O blog do Armindo chama-se splish splash e vou postar o link em "Blogs legais"). Até outra hora!








Emoções - José da Câmara canta Roberto Carlos

Roberto Carlos é tão querido em Portugal que vários são os cantores portugueses que têm interpretado a sua obra. De entreeles, destaca-se Marco Paulo (Nossa Senhora), Nuno da Câmara Pereira (Meu querido,meu velho, meu amigo), GNR - Grupo Novo Rock (Quero que vá tudo pro inferno).
Agora foi a vez do fadista José da Câmara que após 24 anos de carreira decidiu ir embusca de outras sonoridades. Admirador de Roberto Carlos há vários anos, José da Câmara pensou que seria interessante unir o encanto da guitarra portuguesa, viola e viola baixo, a alguns dos clássicos do "Rei" da música brasileira, reforçando a idéia que a música não tem fronteiras.
O seu novo álbum "Emoções", nas lojas a partir de 7 de Junho, conterá as seguintes músicas:
1. Tudo pára
2. Amor é moda
3. Baleias
4. Cavalgada
5. Debaixo dos Caracóis
6. Emoções
7. Estou aqui
8. Jovens tardes de Domingo
9. Não se esqueça de mim
10. Outra vez
11. Se o amor se vai
12. Sinto muito minha amiga
13. Todas as nossas senhoras
Ouça aqui "Emoções"
Sobre José da Câmara:
http://fado.com/index.php?option=com_content&task=view&id=107